Crítica | Madame Teia (Madame Web)

Nota
1.5

Madame Teia mostra a história de origem da personagem-título, interpretada por Dakota Johnson. Na trama, Cassandra Webb leva uma vida comum trabalhando como paramédica em Manhattan, até que um dia ela descobre que possui a habilidade de prever o futuro. Uma de suas visões acaba levando Cassandra até as jovens Julia Carpenter (Sydney Sweeney), Anya Corazon (Isabela Merced) e Mattie Franklin (Celeste O’Connor). Não demora até que as quatro entendam que, juntas, estão destinadas a algo muito poderoso.

É notavel que o filme traz um elenco ótimo, mas como ter um elenco tão bom nas mãos e não saber aproveitar? Bem, é isso que Madame Teia exemplifica. Começando seu universo em cima de personagens da Marvel, a Sony, sem o uso do Homem Aranha, tenta fazer filme após filme histórias que não necessariamente dependam da presença do Homem Aranha como parte da trama, e isso gera um problema que vem de berço… Escolhas criativas ditam o rumo de um filme, e espanta ver os roteiristas de Morbius assinando parte do roteiro desse. Com um primeiro ato que de fato é sobre a origem da personagem título do filme, os roteiristas optam por adaptar uma versão jovem da Madame Teia, mesmo que a principal e mais conhecida seja uma senhora por volta dos seus 64 anos, porem o texto soa raso e fraco, mesmo que as atrizes sejam boas em sua atuação e a dinâmica entre elas seja bem legal. Dakota sabe conduzir bem a cena quando tem a oportunidade, porem o desenvolvimento de personagens soa bem estranho, o filme tenta usar um pouco de premonição com doses de suspense, o que talvez seja interessante, mas ao mesmo tempo dá um desenvolvimento fraco para um vilão mal aproveitado.

Ezekiel Sims, interpretado por Tahar Rahim, como ja se sabe, quer impedir que o futuro dele aconteça com ele sendo morto pelas três aranhas, passando o filme todo em uma caçada atrás das adolescentes, mas o “destino”, ou falta de ideias do roteiro, leva Cassandra ao caminho das três moças, se vendo em condições de ajudar as meninas. Temos uma cena bem interessante, e até bem produzida, no trem, onde há uma boa dinâmica e boa execução, tirando isso não há nenhuma outra cena que salte os olhos no decorrer do filme, e após muita lentidão chega um terceiro ato cheio de conveniência e decisões questionáveis. Fica claro que o longa se passa em 2003, cronologicamente, o que significa que ainda não há um Peter Parker operando em Nova York, ao mesmo tempo que não fazemos ideia de qual o lugar no universo da Sony o filme se encaixa. O filme avança mostrando Cassandra tentando controlar melhor seus poderes de clarividência ao mesmo tempo que tenta descobrir sua origem, culminando em cenas de ação mal dirigidas por S. J. Clarkson, que deixam o público mais confuso do que ciente do que está acontecendo com tanta tremedeira de câmera.

Com um orçamento de 80 milhões de dólares, o CGI ao menos não foi um problema, mas é claro que faltou saber contar uma boa história que pelo menos faça rir. Uma clara conclusão, é que a Sony precisa parar de estragar os personagens da Marvel ao fazer histórias que parecem ter sido lançados 20 anos atrás. De longe, o MCU ainda consegue produzir obras melhor executadas e ao menos tentam trazer ideias e criatividade para suas produções. Madame Teia não leva a lugar nenhum, então fica a pergunta: Por que esse filme existe?

 

Jornalista, torcedor do Santa Cruz e do Milan, Marvete, ouvinte de um bom Rock, uma boa leitura acalma este ser pacífico.

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