Review | Blindspot [Season 3]

Nota
5

Já faz um ano e meio desde que Sandstorm foi destruído, Weller e Jane se casaram, Zapata foi transferida para a CIA, Reade assumiu a diretoria do FBI, Patterson foi para o vale do Silício, e uma recompensa foi anunciada na Dark Web pela vida de Jane. Muita coisa mudou, mas a equipe precisa se unir novamente, tudo começa quando Reade, Zapata e Patterson são sequestrados, uma caixa surge com uma pista inicial, uma bateria que ativa bioluminescência no corpo de Jane e revela uma nova leva de tatuagens.

Blindspot finalizou toda sua trama em sua segunda temporada, o que a deixou sem brechas para uma nova temporada, mas com certeza a série que nos surpreendeu com uma primeira temporada intensa, não ia se deixar acabar tão rápido. Temos a volta da dinâmica de Weller e Jane, temos Rich Dotcom trabalhando para o FBI, e, acima de tudo, temos Roman como maior antagonista do ano.

A nova temporada agarra o gancho lançado na finale da segunda temporada e nos prende novamente nos episódios que começam a surgir a partir do dia 27 de Outubro de 2017, na NBC. Logo de início sabemos que todos possuem segredos, que querem esconder do resto da equipe, e como já conhecemos Blindspot, ficamos só na ansiedade de descobrir quando esses segredos vão ser revelados pelas tatuagens e que impacto isso terá no grupo.

Aos poucos a série toma um novo nível de seriedade, nos revelando um vilão maior: Hank Crawford. Crawford surge para superar Roman, Shepard e até o Sandstorm, nos fazendo querer entender seu plano maior e, principalmente, entender as motivação que levam Roman a querer se aproximar dele para derruba-lo. Ao mesmo tempo, a série consegue brincar com sua trama, principalmente com as, cada vez mais constantes, aparições de Rich Dotcom, chegando até a nós presentar com o espetacular “Everlasting” (3×14), onde passamos por um loop temporal dentro da mente de Patterson, loucamente divertido, e com direito até a uma bela homenagem a Clube dos Cinco.

Blindspot conseguiu se superar e mostrou que é possivel usar a mesma trama repetidas vezes sem se tornar cansativo, a única necessidade é mudar o alvo das investigações, e quando mudamos a realidade para Crawford as tatuagens mudam de sentido, nós entendemos que nada é isolado e que o vilão desse ano tem muito haver com os vilões passados, e até as tatuagens das temporadas passadas tem relação com a trama desse ano. Além de tudo, temos a adição de duas atrizes espetaculares, que parecem trazer grande potencial dentro da série, Tori Anderson vive Blake Crawford, a filha de Hank, interesse amoroso de Roman, ou melhor, Tom, e parece ter uma inocência grande demais para ser real, já do outro lado da moeda conhecemos Kristina Reyes, a Avery Drabkin, a filha perdida a anos por Remi, que foi colocada na adoção por Shepard e que reaparece agora como o reforço tático e emocional perfeito para a família Weller.

Tudo se encaminha para o intenso e espetacular “In Memory” (3×22), que finaliza a temporada revelando milhares de segredos, nos apresentando uma emocionante despedida e, surpreendentemente, nos mostrando que Blindspot não está pronto para acabar, que a série ainda tem uma historia para contar e chegou a hora de mudar o ponto de vista de muita coisa.

 

Sonhador nato desde pequeno, Designer Gráfico por formação e sempre empenhado em salvar o reino de Hyrule. Produtor de Eventos e CEO da Host Geek, vem lutando ano após ano para trazer a sua terra toda a experiência geek que ela merece.

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